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Mostrando postagens de fevereiro, 2012

NOBODY SAID IT WAS EASY...

Nobody said it was easy... Sinto a alma desprender vagarosamente Do meu corpo. Não dói, não surpreende... Apenas eleva-se... Nobody said it was easy... Um frio como nunca sentira antes Um calor como não sei se sentirei jamais Desafiando a leveza do meu ser Levanto os braços em direção ao nada Nobody said it was easy... Não é como morrer e acabar Parece mais como viver e não mais existir Olho por sobre... Olho por dentro... Nobody said it was easy... Não sinto as mãos que me tocam Mas o desejo desesperado de me possuir I had the desire to fly But nobody said it was easy... 26-02-2012
NATURALMENTE (14/02/2012) O vento morno toca  minha pele, beijando-me suavemente. Traz com ele um cheiro almiscarado, o cheiro do desejo, um cheiro másculo. Lágrimas forçam passagem nos meus olhos. R etenho-as. No alto do penhasco, o vento, agora, domina meu corpo. É forte, é intenso, abraça-me. Abro-lhe os braços, r ecebendo-o em mim. Os cabelos, a o seu sabor, não desdenha sua ordem: Move-se, remove-se, chicoteia meus lábios. Tremores, Espasmos, inclino a cabeça e inspiro para matar minha fome, minha sede. Retenho e vento, saboreio o vento. Ele está em mim, sobre mim, ao meu redor. Já não é mais entardecer, ainda não é anoitecer. Deixo-me, ali, à beira do penhasco, num hiato ele se foi. A pele marcada pelo arrepio, agora, esfriando... Suspirando, em transe para o momento da despedida. Após o momento do encontro deixando somente o não saber.